RIO DE JANEIRO

04/02 - 22:19

Mocidade abre a noite de desfiles no RJ
A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu a noite de desfiles nesta segunda no Rio.

Último Segundo

 

Para celebrar o bicentenário da chegada de d. João VI e a Corte portuguesa ao Brasil, a Mocidade Independente, que abriu a noite de hoje na passarela do samba voltou ainda mais no tempo e contou a história de d. Sebastião, rei de Portugal que viveu no século 16.

 

AFP
Tathiana Pagung, rainha da bateria da Mocidade
Tathiana Pagung, rainha da bateria da Mocidade
A escola de Padre Miguel fez um desfile alegre e colorido e contagiou parte do público, que balançava bandeirinhas verdes e brancas para saudar a passagem. Com o enredo "O Quinto Império do Brasil: uma utopia na História", a agremiação pôs d. João VI para sambar na Avenida Marquês de Sapucaí já na comissão de frente, que simulou um passeio da Corte pelas ruas do Rio.

 

Em seguida, foi até Portugal de d. Sebastião, o Desejado - assim chamado porque o nascimento dele era considerado crucial para a perpetuação da dinastia de Avis.

 

A opulência da monarquia foi representada em carros luxuosos e em alas que reproduziam velas e flores, louvores ao rei. O embate entre cristãos e mouros, que vitimou d. Sebastião, apareceu em um carro alegórico que tinha o rei sobre um enorme cavalo articulado, lado a lado com um inimigo. Alegorias em movimento surgiram também no carro do nascimento místico de Portugal.

 

Graciosas portuguesinhas e dançarinas espanholas mostraram a união das duas coroas após a morte do rei numa batalha. A força do mito do rei desejado persistiu, no entanto, e chegou até o Brasil, a capital do sonhado Quinto Império, como mostrou o carnavalesco Cid Carvalho.

 

Ponto de passagem de navegantes portugueses e franceses, o Maranhão, seu bumba-meu-boi e figuras do fundo do mar, foi lembrado num dos setores. D. João VI ressurgiu apenas no sexto carro alegórico da Mocidade, já no Rio.

 

A remodelação da nova capital do império, marcada pela criação da Biblioteca real, e os vendedores ambulantes, de frutas, leite e animais que circulavam pelas ruas, foram lembrados em alegorias e fantasias, assim como a presença dos membros da corte.

 

A famosa bateria da Mocidade, que inventou a "paradinha" e o posto de rainha da bateria, veio fantasiada de d. Sebastião, e sua rainha, a formosa Thatiana Pagung, de "tentação do rei". Ela entrou na avenida carregada numa liteira, empunhada por homens caracterizados como escravos.

 

Thatiana, que sai no carnaval há nove anos, fazia sua estréia como madrinha da bateria "solo" (em 2007, ela dividiu os flashes com a atriz Janaína Barbosa). "Eu amo isso aqui! Desta vez é muito mais responsabilidade", dizia.

 

A Mocidade foi bicampeã nos anos 90 e vem amargando péssimas colocações nos últimos carnavais. Em 2007, ficou em11º lugar; em 2006,10º; em 2005, em 9º.

 

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Da Agência Estado

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